Sobre a gasolina e impostos: bater no patrão não seja a melhor opção!

Em toda nossa recente história houve sempre o álibi, por parte do inescrupuloso governo, que o empreendedor é chave de toda miséria da população. Partindo do pressuposto que o governo esteja certo, algumas coisas não se encaixam muito bem nessa história. Vamos aos dados:

1- Para abrir uma empresa no Brasil, é necessária uma ampla entrada em papéis e pagamento de altos impostos o primeiro passo para emperrar o teu empreendimento;

2- Todo empreendedor compreende que a primeira fase de negócio é um verdadeiro desafio: até que às métricas de marketing e a conquista da clientela seja feita de forma amigável, o empreendedor contará apenas com a sorte;

3- Cerca de metade das empresas no Brasil não consegue sobreviver mais de três anos. Apenas uma minoria atravessa a marca dos cinco anos com vida. Como já disse em outro lugar, para abrir uma empresa no Brasil, gasta-se 152 dias com a obtenção de todas as licenças, inspeções e registros necessários;

Aproveitando a deixa, vamos analisar uma situação ocorrida na cidade de Campina Grande, o segundo maior polo econômico da Paraíba. Segundo notícias, mobilizações populares protestaram em postos da cidade. O ato se deve a alta de impostos que o governo tentou implementar.

De acordo com pessoas envolvidas na organização do ato, o objetivo do grupo era protestar contra o alto preço cobrado nos postos da cidade. Eles alegam que em outras cidades do interior paraibano, o preço da gasolina é bem menor do que o praticado nos postos de Campina. O ponto crucial do protesto incentivava que cada motorista fosse ao estabelecimento e abastecesse com 0,50 centavos, para que então uma nota fiscal fosse emitida! Protestos são sempre bem vindos, mas quando há coerência!

Mas qual o principal impasse do atual protesto? Colocar no empresário a culpa pelos altos tributos que são cobrados pelo estado! A alíquota dos impostos varia de acordo com cada unidade federativa, juntamente com alguns outros que incidem diretamente com os do Estado Brasileiro, O impacto destas cargas tributárias no preço final nos postos de combustível é de, aproximadamente, 41% para a gasolina, 27% no etanol, 28% no S500 e 27% para o S10.

Ou seja, o ato deve ser contra o aumento de impostos e contra o estado, que monopoliza inclusive os meios pelos quais o produto é distribuído e comercializado, através da estatal Petrobrás e de suas subsidiárias. Mesmo que haja uma configuração de cartel, o problema é, em grande parte, atribuído ao poder estatal, que não permite que outras empresas e empreendedores entrem no mercado.

No mais, brasileiros continuam atingindo a direção oposta ou tapando o sol com a peneira, batendo nos empreendedores, mas não lembram que o mesmo age desta forma, e com total apoio soberano do estado. No mais, reinventem-se e protestem contra o pai de todas as anomalias: o estado.

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