Com o estado falindo, a caridade privada assume o papel

Estado falido, falho ou fracassado: são alguns dos adjetivos que se dá quando um país cujo seu governo é ineficaz, contribuindo, assim, para altas taxas de criminalidade, corrupção, além de um poder judiciário ineficaz. Muitos atribuem as mazelas da sociedade ao capitalismo, totalmente por falta de leitura e simplesmente comparação de dados.

Uma das premissas básicas do capitalismo é o livre-mercado, as trocas e relações voluntárias. Com estas premissas, o mercado se autorregula, promovendo a estabilidade e enriquecimento colaborativo em toda a sociedade. Porém, a maior parte de tais problemas parte da burocracia do governo.

Uma das frases mais ilustres de Milton Friedman, ferrenho defensor da liberdade:

“Se colocarem o governo federal para administrar o deserto do Saara, em cinco anos faltará areia”.

Friedman elucidou muito bem o quanto as políticas de intervenção tem sido um dos principais fatores para que o Estado absorva tudo como esponja, e acabe não resolvendo os principais problemas delimitados pela sociedade. A Fund for Peace, organização não governamental sediada nos Estados Unidos, divulgou um ranking mundial de estados frágeis e ineficazes, ao qual o Brasil aparece em posição de destaque.

Neste gráfico pode se concluir alguns pontos como:

· Os Estados Unidos não são o maior exemplo de país liberal;

· Austrália e Nova Zelândia— primeiras no ranking de economia-livre aparecem como “Estado Estável”;

· Brasil em situação de risco.

A pesquisa realizada no ano de 2013 denota o quanto brasileiros tem sofrido diversos impactos a partir de problemas como falta de educação, saúde e segurança. Partindo da premissa que o Estado não há de resolver estes problemas, surge a colaboração e caridade dos indivíduos.

Caridade

As emissoras de televisão exibem em programas que contém quadros onde ajudam determinadas pessoas, principalmente em seus programas dominicais, como a colaboração pode salvar vidas e indivíduos. A principal premissa é que a caridade não deve ser forçada, assim como o governo tenta induzir, levando a problemas mais generalizados como desvios de verbas. Trata-se das chamadas atividades do terceiro setor.

O terceiro setor nasce da ineficiência do Estado. Sua conjuntura permite a necessidade de criar mecanismos para que, de alguma forma, indivíduos possam retomar suas vidas de forma abrangente. Existem as mais variadas formas de colaboração: de grupos que não obtém registro formal, ONGs e Fundações que contribuem desde comunidades carentes, até escolas mantidas por instituições beneficentes.

Um dos personagens do terceiro setor são às ONGs (Organizações Não Governamentais) e empresas com responsabilidade social. Todas trabalham virtuosamente com o princípio da caridade mútua entre indivíduos — e é assim que necessita ser.

O World Giving Index chama de voluntariado todo aquele indivíduo que considere doar seu tempo ou algum valor econômico, de forma voluntária. Eis um mapa da colaboração em todo o planeta.

Os países em vermelho são os mais caridosos do mundo. Notem que os de azul, por sua vez, os menos. Mostra o quanto a caridade deve partir de fins individuais e não deve ser encarada como forçada nas quais governos produzem esta falácia todos os dias, principalmente em países não liberais.

O Rio de Janeiro, por exemplo, após a quebra do estado, fizeram com que os cofres públicos não tivessem dinheiro para pagar aos contribuintes aposentados pelo estado. Segundo o G1, mais de 200 mil servidores estão sem receber, enquanto o governador trata da saúde num spa.

Estas pessoas contam com a colaboração de empresas, força voluntária e a fins, para garantirem ao menos o que comer no final do mês. Esta é a maior premissa o quanto o governo, através de suas arbitrariedades, prejudica o seu povo.

Conclusão

Sem ater-se à quantas instituições ou suas denominações no país, é congruente dizer o quanto o Estado é omisso em sua infraestrutura, gerando uma desqualificação organizacional na qual só a caridade voluntária pode resolvê-la. Embora o Brasil não seja qualificativamente um país solidário – principalmente se observarmos os nossos limites no que se diz respeito ao livre-mercado – têm-se um enorme potencial a exaltar estes valores com a promoção da liberdade econômica e social. É de praxe dizer que o governo não aceitará fácilmente, mas é papel da sociedade assumir de vez que a responsabilidade parte do indivíduo e não do governo.

REFERÊNCIAS

FILANTROPIA. O que é terceiro setor.

AACD

Estado falido

DESISTIR NUNCA. Frases Milton Friedman

G1: fila por cestas básicas

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