A perseguição aos homossexuais pelos governos socialistas

Neste artigo será ressaltado vários fatos históricos a respeito do assunto, onde ao longo da história muitos governos socialistas perseguiram homossexuais apenas por terem essa orientação sexual. Começaremos investigando o histórico da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Após ocorrer a revolução russa em 1917, por inciativa dos kadets (democratas constitucionais), não foram os bolcheviques que tomaram iniciativa, no mês de maio do ano de 1922 foi descriminalizada na Rússia à “sodomia”, ou seja, a homossexualidade, isso aconteceu quando foi aprovado no Código Penal Soviético a exclusão da lei que punia homossexuais, porém, em alguns lugares da União Soviética, como Azerbaijão, Turcomenistão e Uzbequistão, e até mesmo o país não-islâmico, Geórgia, continuava perseguindo os homossexuais, mesmo havendo a exclusão daquela lei.[1]

A homossexualidade era oficialmente tratada como uma doença em toda a União Soviética, dentro de toda a história socialista da URSS, que foi de 1917 à 1991, isto é, 74 anos, apenas 12 anos houve a “liberdade sexual”. Tanto que, mesmo depois de publicado o Código Penal que excluía a penalização da homossexualidade, não impediu que tal fosse posto em julgamento, depois de 1922 houve pelo menos dois casos em que homossexuais foram julgados. O importante psiquiatra da URSS Vladimir Bekhterev anunciou que: “a demonstração pública de tais impulsos … é socialmente prejudicial e não pode ser permitida.” (Engelstein, 1995, p. 167). A posição oficial da medicina soviética e da lei na década de 1920, como refletido no artigo da enciclopédia de Sereisky, era de que a homossexualidade era uma doença difícil, talvez até impossível, de curar. [2]

Em Maio de 1934, para a infelicidade de todos, foi aprovado no Código Penal Soviético uma nova lei que penalizava novamente a homossexualidade, durante o governo socialista do ditador Joseph Stalin, os homossexuais foram completamente perseguidos, levados para campos de concentração, Gulags, sendo submetidos a grandes horas de trabalhos forçados em climas de -40 graus abaixo de zero[3]. Na URSS a homossexualidade também foi tratada como algo “inferior” e como uma “doença”. Os artigos jurídicos de penalização da homossexualidade foi instituídos em todas as Repúblicas Soviéticas durante o governo do ditador Stalin, isto é, na década de 30. [4]

No ano de 1986, o professor Nikolai Burgasov, vice-ministro da saúde e médico-chefe de higiene da URSS, declarou em público: “Não temos condições em nosso país propícias à propagação da doença; a homossexualidade é processada por lei como uma grave perversão sexual (Código Penal Artigo 121) e estamos constantemente alertando as pessoas sobre os perigos do abuso de drogas “(Burgasov, 1986, p. 15). [5]

Nikolai Krylenko, foi um ministro pela justiça no governo soviético, e ele declara:

“A homossexualidade é o produto da decadência das classes exploradoras, que não têm nada para fazerem… (…) …em uma sociedade democrática fundada sobre princípios sadios, para tais pessoas não há lugar.”

A homossexualidade é considerada uma “manifestação da decadência da burguesia” e uma atitude “contra-revoluncionária”, isto é escrito no ano de 1952, na Grande Enciclopédia Soviética:

“A origem da homossexualidade é ligada às circunstâncias sociais quotidianas, para a grande maioria das pessoas que se dedicam à homossexualidade, tais perversões se interrompem tão logo que a pessoa se encontre em um ambiente social favorável(…) Na sociedade soviética, com os seus costumes sadios, a homossexualidade é visto como uma perversão sexual e é considerado vergonhoso e criminal. A legislação penal soviética considera a homossexualidade punível, com a exceção daqueles casos nos quais o mesmo seja manifestação de uma profunda desordem psíquica.” [6]

O comunista, ativista politico russo, e escritor Maksim Gorki (1868-1936) declara em seu artigo: Humanismo Proletário de 1934, a seguinte afirmação: “Na terra onde o proletariado governa com virilidade e sucesso, a homossexualidade, que corrompe a juventude, é considerado um crime social punível pela lei (Uma referência de Gorki à URSS) . Ao contrário, na ‘terra fértil’ dos grandes filósofos, intelectuais e músicos [uma referência de Gorki à Alemanha], ela é praticada livremente e com impunidade. Já existe um ditado sarcástico: ‘Exterminem os homossexuais e o fascismo desaparecerá.’ ” Além de nesse artigo ele confirmar que a homossexualidade era um “crime social punível pela lei” na URSS, ele solta uma declaração totalmente homofóbica: “Exterminem os homossexuais e o fascismo desaparecerá” [7]

André Gide, escritor homossexual e ganhador do Prêmio Nobel de literatura no ano de 1947, foi um ex-comunista que deixou de acreditar no movimento após descobrir os crimes cometidos pela URSS, contra os homossexuais, ele relata isso no seu livro: “Retour de l’URSS” e denuncia os crimes cometidos pelo ditador Joseph Stalin.

As leis anti-homossexuais foram abolidas na Rússia apenas depois do fim do regime socialista (1991), no ano de 1993, no governo de Boris Yeltsin (o primeiro presidente da Rússia pós União Soviética) é que foi abolido o artigo 121 (artigo que penalizava a homossexualidade). Porém, os homossexuais continuam passando por muitas dificuldades na Rússia, e há muito que lutar para que eles sejam totalmente livres, o Art.132 é intitulado sobre a homossexualidade: “homossexualidade ou satisfação de paixão sexual em outras formas pervertidas”. A relação entre pessoas do mesmo sexo na Rússia é considerado legal pela lei atualmente, mas, ainda infelizmente é visto como uma “doença”. [8]

Cuba

Não só a URSS é preenchida de homofobia na história, mas também Cuba, um país da América Latina localizado na região central do continente. O socialismo tomou o poder em Cuba através da revolução cubana no ano de 1959, liderada pelo expoente socialista Fidel Castro, o regime socialista dura até os dias de hoje, apesar de Cuba estar tendo recentes mudanças em sua política, atualmente o governante deste país, é o irmão de Fidel, Raul Castro, pelo Partido Comunista de Cuba.

O ex-ditador socialista, Fidel Castro, admitiu para um jornal mexicano que seu governo de esquerda perseguiu homossexuais nas décadas de 1960 e 1970, na época, lésbicas, gays, eram enviados para campos de trabalhos forçados, exonerados de cargos públicos e presos, apenas por serem homossexuais. [9]

Para o jornal mexicano, La Jornada, Fidel Castro declarou que seu governo agiu errado: “É verdade que nós fizemos isso, estou tentando limitar minha responsabilidade por tudo isso porque, de fato, eu não carrego comigo esse tipo de preconceito“. Chegou a ser questionado sobre se o Partido Comunista estava por trás de alguma perseguição, Fidel Castro, defendendo o partido, disse: “”Não. Se alguém deve ser responsabilizado por isto, sou eu.“. Esta entrevista ocorreu no ano de 2010, quando Fidel já estava afastado de ser cargo de ditador, me parece que como o mundo deu uma evoluída, com relação ao tratamento aos homossexuais perante as leis, Fidel também “mudou” de pensamento, ou se “arrependeu” de seus crimes cometidos contra o ser humano. Faço um questionamento aos revolucionários, caso fosse o um político de espectro conservador, que em um mundo hipotético, durante sua vida ele perseguiu os homossexuais, submetendo eles à campos de trabalho forçado e a punições, e no futuro, em alguma entrevista quando ele tivesse 80 anos,  dissesse que cometeu um erro, caso fosse o Bolsonaro, você acreditaria nele? perdoaria ele? (Não sou defensor do Bolsonaro).

No ano de 1965 Fidel Castro declara o seguinte para o jornalista norte-americano, Lee Lockwood:

Nunca acreditei que um homossexual pudesse encarnar as condições e requisitos de conduta que nos permite considerá-lo um verdadeiro revolucionário, um verdadeiro comunista. Um desvio de sua natureza se choca com o conceito que temos do que um comunista militante deve ser. Mas sobretudo, não acredito que exista alguém com uma resposta definitiva sobre a causa da homossexualidade. Creio que a questão deve ser estudada muito cuidadosamente, mas quero ser sincero e dizer que aos homossexuais não se deve permitir ocupar cargos em que possam exercer influência sobre os jovens. Sob as condições em que vivemos, a causa dos problemas que nosso país enfrenta, devemos colocar os jovens sob o espírito da disciplina, da luta e do trabalho.” [10]

Estas afirmações de Fidel Castro estão no livro de: Aleen Young, “Gays Under the Cuban Revolution”.

Existe um site chamado CubaEncuentronele há um “mapa da homofobia” citando várias repressões do governo esquerdista de forma cronológica, contra os homossexuais, colocarei apenas três versos desse mapa:

1962

“O Ministério do Interior ordena incursões policiais contra prostitutas, cafetões e “pássaros” – como os gays são chamados em Cuba – no que é chamado de “a noite dos três P’s”. Esses ataques também são feitos durante o dia. Entre os muitos presos, está o escritor Virgilio Piñera, que dorme uma noite nas celas da prisão de El Príncipe.”

1965

“Em janeiro, por ocasião do prêmio Casa de las Américas, o poeta americano Allen Gingsberg visita Cuba. Como dissidente de toda ideologia, Gingsberg defende, entre outras coisas, a legalização da maconha e declara abertamente sua homossexualidade e um interesse especial em conhecer o “atraente Che Guevara”. As autoridades cubanas escandalizaram-se e expulsaram-se em um avião com destino a Praga”

1968

“O romance El mundo alucinante , de Reinaldo Arenas, aparece na França (Editions du Seuil) . O livro ganhou uma menção no prêmio Casa de las Américas, mas não foi publicado na ilha devido à recusa de seu autor de remover qualquer referência à homossexualidade.”

Quer ler mais esse mapa? clique aqui

A profissão de ser escritor para homossexuais é proibida em Cuba, aqui estão alguns dos escritores cubanos perseguidos: Virgílio Piñera, Reinaldo Arenas, Lezama Lima, Anton Arrulaf, Ana Maria Simo

Um documentário de 1983, chamado: Conducta impropia, de Néstor Almendros e Orlando Jiménez Leal, revela várias opressões do governo socialista aos homossexuais, veja uma das declarações do jornalista:

Eu tive a visita de um grande escritor cubano, quero dizer Virgilio Piñera, um escritor de grande importância como o de Alejo Carpentier ou Lezama Lima, autor de histórias, romances, peças de teatro, etc. Virgílio me contou tudo o que estava acontecendo. Ele me contou sobre a existência da UMAP, ele me disse que havia mais de setenta mil homossexuais presos nesses campos, que ele próprio viveu sob o terror de ser denunciado novamente pelo Comitê para a Defesa da Revolução e ser preso. Percebi que estava com muito medo porque ele não queria que falássemos no quarto do hotel ou no saguão. Ele queria que andássemos no jardim, porque estaríamos mais seguros. Virgílio me deu uma impressão de solidão, de alguém encurralado. Quando o vi sair, tão frágil, envelhecido, marcado pela experiência, foi realmente algo que me aborreceu.” [11]

A “UMAP” (Unidades Militares de Ayuda a la Producción) citada na frase, é um campo de trabalho forçado, onde muitos gays foram enviados. Em uma entrevista, filha do atual ditador de Cuba, Mariela Castro, afirma sobre a UMAP: “Primeiro, convém precisar que as Umap afetavam todos os homens em idade de entrar no serviço militar, não só os homossexuais. Alguns, inclusive, falaram de campos de concentração para homossexuais. Não creio que seja necessário exagerar, é preciso ser fiel à verdade histórica. As Umap afetaram a todos, menos aos que podia justificar [a não integração] com um emprego estável. Os estudantes tinham que colocar entre parênteses a carreira universitária para fazer o serviço militar.” [12]

China

A China é um país com uma história extremamente interessante com relação a homossexualidade, antes de 1840, a conduta homossexual era vista como algo normal, sem discriminação, é investigado a ideia de que vários imperadores foram homossexuais[13], segundo o estudo de “Hinsch” a oposição a homossexualidade não se estabeleceu fortemente na China até os séculos XIX e XX. Na antiga China, faz parte de sua cultura  a homossexualidade, e ela é retratada como algo exemplar e agradável, por exemplo, a literatura da dinastia Ming, como Bian Er Chai (弁 而 釵 / 弁 而 钗). Escritos da dinastia Dinastia Song de Liu, declararam que a homossexualidade era tão comum quanto a orientação sexual hetera no final do terceiro século.

Representação de dois jovens homossexuais durante o chá. Pintura em seda sobre um rolo. Dinastia Qing (Séculos XVII e XIX), no Instituto Kinsey, Bloomington, Indiana, Estados Unidos

Porém, nem sempre a homossexualidade foi “bem-vinda” na China, com a fundação da República Popular da China, em 1949, a prática homossexual tornou-se ilegal durante o regime socialista, e a tolerância da sociedade com relação a homossexualidade foi praticamente eliminada, o regime socialista perseguiu os homossexuais como nunca antes na história da China[14], especialmente na Revolução Cultural (1966-76) [15], que foi um movimento liderado pelo ditador chinês, Mao Tsé-Tung, pelo Partido Comunista, além desse movimento ter matado milhares de pessoas de fome, algo conhecido como Grande Fome Chinesa, ele reprimiu os homossexuais.

Um homossexual chinês de 70 anos, relata coisas interessantes sob o regime que ele viveu, o nome dele é “Ba Li”, Ba tinha 10 anos quando em 1949 fora instaurado por Mao Tsé-Tung, a República Popular da China: “Cresci sob a bandeira vermelha. Achei e apoiei os ideais da República e do Partido Comunista. Éramos uma geração com fortes princípios políticos e eu um cidadão modelo”, detalhou em entrevista à Agência Efe. Ba foi um professor em um colégio em Pequim, porém, durante a Revolução Cultural, pela primeira vez ele foi detido em 1971, e enviado para uma campo de reeducação por ser homossexual.[16]

Ba Li relata que foram três anos de submissão à trabalhos forçados, humilhações de guardas, e próprios companheiros, uma época que marcou profundamente sua vida: “”Minha mãe morreu quando estava no campo. Sempre pensei que não conseguiria suportar essa situação. Minha mulher fugiu com meu único filho, e nunca mais soube deles.”[17] O governo socialista chinês, considerava a homossexualidade uma “doença mental”, em 2001 (No século 21) é que foi retirado oficialmente a homossexualidade da lista de doenças mentais.[18]

Por fim, Ba Li diz: “As pessoas têm pouca informação, a censura e a discriminação existem, mas o país progrediu e isto significa que a vida tem sentido, uma sensação que me foi roubada durante muitos anos”.[19]

Jiang Hua, o parceiro de Ba, acrescenta dizendo: “Se comparo minha situação com a qual viveram os gays há 30 anos, me sinto livre. Mas ainda temos muitos buracos para ultrapassar.” Ele disse isso pois, na China o governo ainda reprime muito os homossexuais, pois a união de pessoas do mesmo sexo ainda não é permitida no país.[20]

Coreia do Norte  

Após a segunda guerra mundial, isto é, em 1945, a Coreia foi ocupada por dois países que continham ideias politicas totalmente diferentes, os Estados Unidos e a União Soviética, ao longo do tempo o clima esquentou e uma guerra estourou em 1950, algo conhecido como Guerra da Coreia, e acabou dividindo-a em duas partes, Norte e Sul, a região do Norte ficou a URSS, adotando um regime politico socialista, e economia planificada, a região do Sul permaneceu com os Estados Unidos, adotando um sistema politico democrático, e uma economia dita capitalista.

Como na parte Norte, o Estado é centralizador de grande poder, a liberdade do indivíduo é zero[21], já que para eles “o coletivo é mais importante” sendo assim, o governo dita regras em nome do povo, é literalmente um regime ditador. Neste país, a homossexualidade é proibida, um relato interessante de um fugitivo homossexual da Coreia do Norte, vai tomar espaço nesse artigo.

Jang Yeong-jin conseguiu fugir em 1997, pela fronteira mais vigiada do mundo, chegando no país vizinho e rival da Coreia do norte, lá ele descobriu que era gay, e se soltou no país dito capitalista: “Eu fiquei com vergonha de confessar que eu vim para cá (Coreia do Sul) porque não sentia atração sexual pela minha esposa”, disse Jang ao “New York Times”. “Eu não conseguia explicar o que me incomodava tanto, o que fazia a minha vida terrível na Coreia do Norte, porque eu não sabia até que cheguei aqui que eu era gay. Não sabia nem o que era homossexualidade“, acrescentou.[22]

Jang Yeong-jin só descobriu o que é ser gay ao fugir da Coreia do Norte | Jean Chung/The New York Times

Jang lançou um livro, chamado: A Mark of Red Honor, no qual narra o drama de ser homossexual em um país totalitário, que afirma que a “homossexualidade não existe porque os cidadãos do país vivem com mente sã e bons princípios morais”.[23]

“Na Coreia do Norte, nenhuma pessoa comum entende o conceito de homossexualidade”, disse Joo Sung-ha, que estudou em uma universidade da elite em Pyongyang (Coreia do Norte) e hoje trabalha como repórter na Coreia do Sul. “Na minha universidade, apenas a metade das pessoas já deve ter ouvido a palavra. Mesmo assim, ela era tratada como algo estranho, uma doença mental que aflige subumanos, encontrada apenas no depravado Ocidente”, completou.

Jang afirma que em sua cidade onde vivia Chongjin, nunca havia ouvido falar sobre ter atração por pessoas do mesmo sexo, mesmo quando começou a se apaixonar por um amigo, Seon-cheol, os dois se mudaram para a capital norte coreana, Pyongyang, onde fizeram faculdades diferentes. “Quando o metrô ficava muito lotado, eu me sentava no colo de Seon-cheol, e ele me abraçava a cintura. Ninguém ligava, achava que éramos amigos de infância”, comentou.

Os dois se separando em 1976, tiveram que ir para o Exército, aos 17 anos, onde as relações físicas mais estreitas se tornam questão de sobrevivência.

“No inverno, quando os soldados só têm dois cobertores fininhos e praticamente nenhum aquecimento, era um parceiro e dormirem abraçados à noite para se manterem aquecidos. É considerado parte do que o partido chamava de camaradagem revolucionária”, explica o norte-coreano.

Jang foi dispensado do serviço militar em 1982, quando contraiu tuberculose, de volta a Chongjin, em 1987 se casou com uma professora de matemática em um casamento arranjado. Em 1997, ele consegue fugir as escondidas pela fronteira, além dele, poucas pessoas conseguiram fugir da ditadura socialista. Porém, continuava a não entender direito sua orientação sexual, até ler um artigo sobre os direitos dos gays, em 1998, que mostrava fotos de casais do mesmo sexo se beijando, e dois homens nus na cama, além de mencionar os bares exclusivos em Seul.[24]

“Foi como se as luzes se acendessem na minha mente”, disse ele.

No Brasil, existe um partido chamado: Partido Comunista do Brasil (PCdoB), onde contém a candidata a presidência Manuela D’Ávilla, o PCdoB já lançou carta de apoio ao governo norte coreano, também mandou saudações aos 72 anos de fundação do Partido do Trabalho na Coreia, a candidata do PCdoB, Manuela D’Ávilla diz defender os direitos LGBT. O PCdoB, até agora, nunca fez nenhuma crítica ao governo socialista da Coreia do Norte com relação a sua discriminação com os homossexuais.

O maior inimigo dos homossexuais é com certeza, o totalitarismo, ou melhor dizendo, o maior inimigo do individuo, é o totalitarismo, seja ele praticado por regimes de esquerda ou de direita, devemos lutar sempre por mais liberdade e menos Estado, e o principio de toda luta por liberdade, é não apoiando políticos com histórico de apoio à ditaduras, que reprimiram a liberdade de forma geral, o totalitarismo é a maior expressão da nojeira humana, da depravação e falta de respeito com o indivíduo. Por mais que apareça um politico pregando o coletivismo, como uma forma positiva de sociedade, como se fosse uma coisa boa, ele está completamente errado, pois o coletivismo como discurso politico é o melhor caminho para exclusão da liberdade de cada individuo, é a exclusão das diferenças e modo de pensar.

O individualismo, é a mais enaltecida bandeira da liberdade, que cada homossexual por natureza do desejo de ser livre, deve defender, pois como diz o economista Friedrich Hayek, à respeito do individualismo: ” Daí concluem os individualistas que se deve permitir ao indivíduo, dentro de certos limites, seguir seus próprios valores e preferências em vez dos de outrem; e que, nesse contexto, o sistema de objetivos do indivíduo deve ser soberano, não estando sujeito aos ditames alheios. É esse reconhecimento do indivíduo como juiz supremo dos próprios objetivos, é a convicção de que suas ideias deveriam governar-lhe tanto quanto possível a conduta, que constitui a essência da visão individualista”. – Página 77, do livro: “O caminho da servidão” de F. Hayek.

Inclusive, nos Estados Unidos, os libertários (também chamados liberais, no Brasil) foram os primeiros a defender a igualdade no casamento,  e direitos totais para gays, e lésbicas, bem antes de Barack e Hillary. Vou deixar dois parágrafos de um artigo sobre o assunto:

Artigo: Liberais foram pioneiros na luta pelo casamento gay

“Com a histórica decisão da Suprema Corte, boa parte dos americanos hoje apóia o casamento gay. Os liberais foram os primeiros. Até mesmo John Podesta, um dos principais assessores de Bill Clinton, Barack Obama e Hillary Clinton, e fundador do Center for American Progress, reconheceu em 2011 que quinze anos atrás, liberais eram praticamente os únicos a defender abertamente o casamento gay.

Apenas sete anos atrás, na campanha presidencial de 2008, Barack Obama, Joe Biden e Hillary Clinton, principais candidatos do Partido Democrata, eram contra o casamento gay. Já o Partido Libertário apoiava a causa desde seu primeiro programa, de 1972, mesmo ano em que o candidato democrata à vice-presidência fez referência a “bichinhas” num discurso em Chicago. Em 1976, o Partido Libertário publicou um panfleto pedindo o fim de toda a legislação anti-gay e apoiando o direito integral ao casamento.”

Atualmente no movimento libertário, temos importantes nomes de pessoas que são: transsexuais, gays, lésbicas e etc, entre eles, está a transsexual, economista Deirdre N. McCloskey, Jonh Hospers, que em 1972 foi o primeiro candidato à presidência pelo Partido Libertário sendo gay, entre outros.

Particularmente falando, tenho uma amiga, libertária e lésbica, coordenadora local do Student For Liberty, Ingridy Vargas, e à respeito disso, deixo-vos com uma frase dela: “É errado por parte dos homossexuais acharem que o totalitarismo é a solução de todos os problemas. Pelo contrário, a única maneira de diminuir é a soberania do indivíduo, sendo este o melhor caminho para a liberdade individual.”

 

Colunista do Instituto Tropeiros.

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